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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Maria Madalena - A Primeira Apóstola da Igreja - Parte 3



Primeira Testemunha

Mesmo nos textos bíblicos - escritos, vale lembrar, por homens - a importância de Maria Madalena é inegável. Não é exagero dizer que, nos evangelhos, o nome dela lidera a lista de mulheres discípulas da mesma maneira que o nome de Simão Pedro encabaça a lista de discípulos masculinos. Além disso, a presença de Madalena em momentos decisivos da Paixão de Cristo foi notada pelos quatro evangelistas. Ela esteve aos pés da cruz e testemunhou a ressurreição de Cristo - sem a qual o Cristianismo nem existiria.

O relado do encontro de Madalena com Jesus ressucistado contado pelo Evangelho de João é impressionante.

Após dirigir-se ao sepulcoro onde deveria estar o corpo de Cristo e não encontrar nada, Maria desespera-se. Recusando-se a crer que o Mestre não estava ali, ela volta a olhar para dentro do local, mas vê apenas dois anjos vestidos de branco, a quem diz que está à procura do seu Senhor. Naquele momento, ela se depara com Jesus ali, em pé, mas não o reconhece. Ele lhe pergunta porque chora. Pensando que fosse o jardineiro, Madalena lhe diz: "Se o senhor o levou embora, diga-me onde o colocou, e eu o pegarei." Jesus, então, a chama "Maria!" Ao dar-se conta de que era o próprio Cristo, ela exclama: "Raboni!" (que, em aramaico, significa "mestre").

Em seguida Jesus pede que ela conte aos outros que Ele estava de volta. "Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: "Eu vi o Senhor!", escreve João.

Maria é aquela que orienta, que dá o discernimento, que mostra qual o caminho para os discípulos. Ela tem conhecimentos secretos sobre Jesus, mais do que os apóstolos homens. Em sua passagem do Evangelho de Maria Madalena, o próprio Simão Pedro admite isso:  "Irmã, nós sabemos que o Mestre te amou diferentemente das outras mulheres. Diz-nos as palavras que Ele te disse, das quais tu te lembras e das quais nós não tivemos conhecimento."

Porém, o trecho seguinte, do mesmo evangelho, revela o descrédito do apóstolo: "Pedro ajuntou: 'Será possível que o Mestre tenha conversado assim, com uma mulher, sobre segredos que nós mesmos ignoramos?(...) Será que Ele a escolheu e a preferiu a nós?'." Madalena responde: "Meu irmão Pedro, que é que tu tens na cabeça? Crês que eu sozinha, na minha imaginação, inventei essa visão, ou que a propósito de nosso Mestre eu disse mentiras?". Mas, como se sabe, foi a versão de Pedro que entrou para a História.

Numa sociedade patriarcal, os homens é que tinham credibilidade. Eles se reuniram e formaram um grupo seguidor de Jesus. Maria Madalena não tinha tanto poder para convocar e aglutinar pessoas.

Se ela tivesse assumido a liderança dos primeiros cristãos ao lado de Pedro, o Cristianismo provavelmente teria se constituído de maneira diferente. A Igreja teria um outro rosto, menos machista e menos hierárquico.

Mesmo assim, Madalena é hoje considerada um modelo para os fiéis cristãos. Maria, a apóstola, é ao mesmo tempo feminina e espiritual. Seu estatus como mulher não impediu que ela ensinasse, pregasse e proclamasse o legado de Jesus.

Maria, a prostituta, é também símbolo de esperança e poder para todos os que pecam, sabem que não são perfeitos e precisam de outra chance na vida.

Bendita Madalena!


De Eremita a Padroeira Exemplar

Conta uma lenda medieval que, depois da ressurreição de Jesus, Maria Madalena teria se retirado para um eremitério na França, onde viveu solitária e em penitência. Esse comportamento recluso inspirou uma abadia beneditina na cidade francesa de Vézelay, que, em 1050, foi colocada sob a proteção de Santa Maria Madalena - foi o primeiro registro dela como santa.

O culto recebe, em seguida, um impulso extraordinário na época das Cruzadas, de  1146 a 1190, surgindo outros santuários dedicados a Madelena, entre os quais o de Aix e de Saint-Maximin na Provença.

O culto à Santa Madalena teve seu auge na Idade Média: os monges de Vézelay chegaram a organizar uma exposição e trasladação do corpo que acreditavam ser dela. Logo surgiram pregrinações à gruta de Sainte-Baume, onde Madalena teria vivido seu período de reclusão.

Os relatos de milagres atribuídos à santa, que se manifestava na forma de uma pomba branca, começaram a se multiplicar. A identificação de Madalena com as outras mulheres da Bíblia lhe rendeu o título de padroeira dos perfumistas, estecisitas e cabeleireiros, além, é claro, das prostitutas. Ela é homenageada em 22 de Julho.

Em 1226, apareceu uma "Ordem das Madalenas" no sul da França. A instituição tentava recuperar moças arrependidas da prostituição. O exemplo espalhou-se pela Europa e ordens semelhantes surgiram na Inglaterra, na Alemanha e na Itália, mas a maioria delas não sobrevivieu até o século 19. Apenas um número proporcionalmente baixo de prostitutas aceitava entrar nessas ordens.


A Boa Nova Segundo a Fiel Discípula


Em 1945, um grupo de camponeses egípcios desenterrou, acidentalmente, um jarro. Diz a lenda, que eles ficaram com medo de abrir o vaso, porque poderia ter um demônio guardado lá dentro, assim como era possível haver um tesouro.

Nem demônio, nem ouro: dentro do jarro havia 52 textos gnósticos, muitos ainda bem conservados, como o Evangelho de Maria Madalena. Os textos foram escondidos possivelmente quando o Cristianismo já oficializado mandou queimar todos os escritos gnósticos.

Maria de Magdala, contudo, não teria sido a autora do texto que leva seu nome. Não se sabe se ela teria fundado uma nova comunidade para transmitir a Boa-Nova de Jesus. Entretanto, a mera existência do Evangelho de Maria Madalena sugere que seus ensinamentos sobreviveram nas comunidades cristãs primitivas.

A Madalena desse evangelho se parece com a dos evangelhos canônicos, com a diferença de que no apócrifo ela assume seu papel de mulher apóstola. Jesus lhe revela ensinamentos, os quais ela transmite aos apóstolos.

O texto gnóstico revela que Maria Madalena compreendia, de fato, as lições passadas pelo Mestre - por exemplo, o significado de conceitos difíceis como salvação e ascensão - e não se inqueitava diante dos mistérios da fé. O próprio Jesus a saúda por isso, durante uma aparição, já ressuscitado: "Bem-aventurada é você por não se perturbar ao me ver".

O fato de Maria ser espiritualmente forte para partilhar seus conhecimentos com os discípulos, que se encontravam em depressão, prova que ela era a única discípula pronta a ocupar a posição do Salvador como mestra depois de Sua partida.

Fim.



Referências Bibliográficas

Livros:
O Outro Pedro e a Outra Madalena Segundo os Apócrifos, de Jacir de Freitas Faria, ed. Vozes, 2004.

As Origens Apócrifas do Cristianismo, de Jacir de Freitas Faria, ed. Paulinas, 2003.

Maria Madalena - De Personagem do Evangelho a Mito de Pecadora Redimida, de Lilia Sebastiani, ed. Vozes, 1995.

Mary Magdalen - Myth and Metaphor, de Susan Haskins, ed. Riverhead Books, 1993.

Sites:

www.magdalene.org

www.maryofmagdala.com

www.fcsh.unl.pt/docentes/hbarbas/Tese.htm

Vídeos-Documentários





terça-feira, 25 de setembro de 2012

Maria Madalena - A Primeira Apóstola da Igreja - Parte 2


Toda essa carga pejorativa não foi arremessada gratuitamente sobre Madalena. Ao colar o rótulo de prostituta e pecadora em uma das principais referências cristãs até então, a Igreja nascente desestimulava a liderança feminina.

foi um caminho de deslegitimação da mulher. Qualquer mulher que se torna líder acaba ganhando uma pexa sexual preconceituosa. É uma prática machista de milênios.

A imagem de mulher sensual ganhou ainda mais força com os belos retratos da arte renascentista. Madalena é sempre reconhecível pelos longos cabelos louros e pelo vaso de óleos (ver acima). No Renascimento, é sedutoramente representada seminua, no cúmulo do êxtase amoroso do encontro com Jesus o que vem a ser proibido pelo Concílio de Trento (1545), que também a transforma em morena.



Os modos com que ela vai sendo retratada contribuem definitivamente para a criação de um estereótipo, que podemos considerar como precursor da figura laica da mulher fatal. No final da Idade Média, o consenso estava estabelecido: Maria Madalena fora, de fato, uma prostituta - mas uma prostituta arrependida. Segundo uma obra do século 9, Vita Eremitica, após a ressurreição do Senhor ela teria se retirado para um eremitério e levado vida solitária e contemplativa durante 30 anos. O arrependimento e a conversão colocaram-na entre os santos da Igreja.



Por que Madalena Incomoda?

Nos círculos religiosos, a importância de Madalena decrescia na medida em que aumentava a idealização de Maria, mãe de Jesus - sinal da separação entre o carnal e o espiritual. A pecadora arrependida representa o controle da religião sobre a sexualidade. Assim, as duas categorias "boas" de mulheres são a mãe exemplar e a celibatária, são as duas únicas opções para a mulher na Igreja. Maria vai se tornando cada vez mais uma vez santa sem forma feminina, assexuada, coberta, com a cabeça baxia, com um manto no rosto. Isso mostra que se tem uma visão de santidade da qual o sexo é excluído.

Essa dicotomia Maria Madalena-Nossa Senhora, expressa a situação daquela época, mas, ainda hoje, muitos homens carregam esse conflito entre a mulher-esposa-mãe e a mulher que expressa seu desejo sexual. De um lado, sua esposa. Do outro, as amantes.

A religião católica criou uma cisão entre espírito e sexo. Nessa concepção, as pessoas elevadas de espírito abdicam da vida sexual para servir a Deus e, Maria Madalena incomoda porque mostra a possibilidade de compatibilizar a vida sexual com a espiritual.

Vários textos apócrifos, como o Evangelho de Filipe, contam que Madalena tinha um estreito relacionamento com Jesus, chegando até a trocar beijos com Ele. Para os adeptos do Gnosticismo, movimento religioso do início da era cristã, o beijo significava transmissão de conhecimento. Apesar dos indícios sutis de que Jesus e Madalena possam ter sido mais do que mestre e aprendiz, os especialistas rejeitam a versão de que eles possam ter se casado e tido filhos.

Havia ainda outro motivo para Maria Madalena ter se tornado figura polêmica no Cristianismo primitivo: sua atuação como discípula dileta de Jesus e a disputa páreo a páreo com o apóstolo Pedro pela posição de protagonista. Ignorada por muito tempo, a concepção da Madalena apóstola ressurgiu timidamente no século 13.

Na Legenda Aurea, um texto do século 13 sobre a vida dos santos, ela é mostrada como pregadora e conversora. Os dominicanos, na baixa Idade Média, também situavam Maria Madalena como uma pregadora. Apenas na década de 1940 o resgate do lado sábio de Madalena ganhou fôlego, com a descoberta de textos gnósticos em Nag Hammadi, no Egito. Os escritos, datados provavelmente dos séculos 1 e 2, mostram uma mulher bastante diferente: amada por Jesus, era Sua seguidora fiel e, após a morte do Mestre, propagadora de Sua Boa-Nova.

Nesses dois primeiros séculos do Cristianismo, grupos comandados por mulheres ajudavam a difundir os ensinamentos de Jesus. Nas comunidades, elas desempenhavam um papel de proeminência. O próprio apóstolo Paulo, em suas cartas, faz referência à participação de muitas mulheres que fundavam e sustentavam comunidades ao longo do Mediterrâneo e desempenhavam funções de ensino e de missionarismo.

Supõe-se que Maria Madalena tenha liderado uma dessas comunidades, mas não há dados históricos que comprovem a tese. Ao longo dos anos, porém, o patriarcalismo dominante teria reprimido a liderança feminina.


Continua...

sábado, 22 de setembro de 2012

Maria Madalena - A Primeira Apóstola da Igreja - Parte 1


Novos estudos revelam que esta mulher não teve nada de prostituta arrependida. Foi, na verdade, uma discípula fervorosa de Jesus e símbolo da liderança feminina no Cristinanismo.

Ela tem inspirado vários personagens ao longo da História.

Tal e qual a famosa Geni da canção de Chico Buarque, Maria Madalena foi apedrejada, taxada de prostituta e tida como amaldiçoada - para ser bendita séculos depois. Mulher mais citada do Novo Testamento (seu nome aparece 12 vezes nos evangelhos, ocupou, durante centenas de anos, o papel de pecadora arrependida no imaginário cristão.

Agora, o trabalho de teólogos e estudiosos da Bíblia vem resgatar a identidade da verdadeira Madalena: Longe do estereótipo de prostituta, ela foi, na verdade, uma mulher independente, seguidora ardorosa de Jesus Cristo, que disputou com o apóstolo Pedro a liderança dos primeiros grupos cristãos formados após a ressurreição do Mestre.

Na Bíblia, as imagens frequentemente associadas a ela são a da pecadora que unge os pés de Jesus (Lucas 7: 36-38), a da mulher que derrama óleo perfumado sobre Sua cabeça (Mateus 26:6-7) e a da esposa que está prestes a ser apedrejada por adultério e é salva por Cristo (João 8:3-12). Porém, nenhuma delas é, de fato, Madalena. E mais: após uma leitura atenta das Escrituras, é possível constatar que ela aparece nos momentos mais nobres da vida de Jesus: aos pés da cruz e como testemunha primeira da ressurreição. A única passagem mais desabonadora - a expulsão de 7 demonônios - está no Evangelho de Marcos (Mc 16:9).

A Bíblia não traz a Madalena sensual e pecadora difundida pela tradição católica, mas a leitura de entrelinhas dos textos canônicos acabou distorcendo sua imagem. Um dos pontos de partida para essa difamação foi a falta de informações sobre sua família. Maria em contraposição a outras mulheres bíblicas, não é identificada por suas relações - não é filha, esposa nem mãe de nenhuma figura masculina.

Ela é identificada pela sua cidade natal, Magdala. Magdala (de onde vem o nome Madalena) era um vilarejo de pescadores na Galiléia. Essa identificação do nome de Maria com uma cidade, e não com um homem, provavelmente significa que ela era independente e próspera, uma condição privilegiada para as mulheres daquela época.

A falta de associação com nomes masculinos manchou a reputação de Maria Madalena. A cultura judaica do século 1 insere-se nas culturas mediterrâneas baseadas na honra e na vergonha, em que as mulheres estão sempre sob tutela. Enquanto solteiras, sob a tutela dos pais. Quando órfãs, sob a tutela dos irmãos; casas, sob a tutela dos maridos. Por viver sozinha, estava implícito que era uma mulher que não seguia os preceitos.

Outra interpretação baseada no texto bíblico que contribuiu para a depreciação de Madalena foi o significado atribuído aos sete demônios que Cristo expulsou de seu corpo. Na época de Jesus, o verbo grego "diábolos", que significava "arremessar para longe", não tinha o mesmo significado que a palavra tem hoje.

Quando fala em 7 demônios, o evangelista quer dizer que Maria Madalena tinha problemas sociais. Mas não foi essa a idéia que acabou predominando entre os cristãos - a associação dos sete demônios aos sete pecados capitais foi imediata. Sendo a luxúria um deles, não foi preciso muito tempo para atrelar Madalena ao meretrício.


De Devota a Devassa

As maiores investidas na desconstrução de sua imagem ocorreram, contudo, sem fundamento nos textos bíblicos. A tradição católica a partir do século 3 misturou várias mulhres que aparecem no Novo Testamento, nomeando a todas Maria Madalena. Essa confusão fica clara na época do papa Gregório Magno, no final do século 6.

Gregório estava convencido de que Maria Madalena, Maria de Betânia, a mulher anônima que ungiu os pés de Jesus e a pecadora pública eram todas a mesma mulher. Curiosamente, a igreja oriental, a bizantina, nunca juntou essas histórias em uma só.

Mesmo pouco veraz, essa fusão foi decisiva par acentuar a trajetória descendente da popularidade de Madalena. A melhor maneira de desacreditar uma mulher é mexer com sua sexualidade. Ocorreu um processo de esvaziamento da imagem de Maria Madalena e ela foi se tornando cada vez mais uma prostituta arrependida.

A Face Mística da Sábia Maria Madalena

O jeito feminino e sábio de Maria Madalena fez dela modelo para os seguidores do Gnosticismo, um movimento religioso ocorroido entre os séculos 1 e 3. Maria Madalena foi modelo para os gnósticos porque para eles, ela venceu os caminhos e as etapas para a purificação. 

O Gnosticismo misturava conceitos cristãos, judaicos e pagãos e pretendia ser uma alternativa ao Cristianismo oficial que nascia.

O principal fundamento desse grupo era a gnose, ou seja, o conhecimento teórico de si e de Deus. Para os gnósticos, acima de quaisquer conceitos estava a imagem divina que habitaria dentro de cada um. "Porque é em vosso interior que está o Filho do Homem". ensina o Evangelho de Maria Madalena. Essa religiosidade individualizada era uma clara tentativa de resistência à institucionalização da fé cristã. Mas o cíclio de Constantinopla, realizado em 381, taxou o Gnosticismo como movimento herético.

Porém, não se pode afirmar que Maria Madalena tenha sido gnóstica - ela era judia convertida ao Cristianismo e acabou sendo usada como padrão para os gnósticos, que tinham maior abertura para a participação das mulheres como mestres, profetisas e sacerdotisas. No Evangelho de Maria Madalena aparecem outras facetas do Gnosticismo: a desvalorização da matéria ("O apego à matéria gera uma paixão contra a natureza") e os polêmicos beijos ("Então, Maria se levantou. Ela os beijou a todos."). O beijo na boca, na tradição gnóstica, também aparece em Pistis Sophia (texto do século 3). Os anjos se comunicavam com beijos. O beijo é fundamental para a transmissão de conhecimento dentro do cerne gnóstico. Não há necessariamente uma conotação sexual nisso. Este ato também era preconizado entre os cristãos, pelo ósculo santo, aconselhado pelo Apóstolo Paulo em suas epístolas aos Coríntios.

No Evangelho, há ainda passagens místicas que não aparecem nos textos canônicos, como o trecho em que Madalena enumera as sete manifestações da alma: a treva, a cobiça, a ignorância, a inveja mortal, a dominação carnal, a sabedoria bêbada e a sabedoria astuciosa. "Tais são as sete manifestações da cólera que oprimem a alma de perguntas", diz ela.

A alma de Maria Madalena compreendeu Jesus como a única Sabedoria que morava dentro dela, propiciando-lhe a verdadeira harmonia. Para ela, a falsa sabedoria não tinha vez nem voz.



Continua...
Aranel Ithil Dior. Tecnologia do Blogger.

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